Segunda-feira, 13 de Julho de 2009

Esse tal de rock'n'roll

Sexo, drogas e rock'n'roll. Da pesada tríade apenas o último elemento tem um dia para extravazar guitarras distorcidas e ensurdecedoras. Hoje, como todos sabem - roqueiros ou não - é o Dia Mundial do Rock.

Quando pensamos na paternidade do rock é impossível não lembrar de Elvis Presley, Chuck Berry, Little Richard, Bill Halley e outros deuses. E aqui no Brasil,quem são os progenitores do gênero? Nem dá pra citar todos, mas também não há como não falar de Raul (toca Raul!). No distante 1963 Raulzito já chacoalhava as boates baianas ao lado de sua banda The Panthers. Nanny e Coração partido - versão de Raul Varela Seixas, pai do cantor, para um clássico de Presley - eram os hits que faziam a moçada alternativa requebrar até que fosse quebrarda a última corda da guitarra.

Depois a gente pensa na irreverência de Os Mutantes, nos bichos e nos brotos da Jovem Guarda e, é claro, nos coloridos e revolucionários templários do rock 80's.

Bem, vocês já devem estar cansados de lero-lero, como cantaria Rita Lee, a senhora do rock nacional. Então faz um favor? Aperta o play do vídeo abaixo e TOCA RAUL!


Sexta-feira, 19 de Junho de 2009

Homenagem ao malandro

Hoje o dia é todo dele: Chico Buarque. Para comemorar a data que marca os 65 anos do malandro poeta, quero deixar o ranking das cinco músicas imprescindíveis do grande compositor (ele, por si só, é sempre essencial). Mas é dever de todo brasileiro da gema conhecer os hits abaixo (sim, isto é uma imposição!). Pra cantar e também dançar:


Cotidiano





Meu caro amigo






Apesar de você





Para finalizar, vale incluir A Banda e Geni e o Zepelim

Domingo, 14 de Junho de 2009

Made in Takai


Fernandinha Takai (é até afrontoso usar o diminutivo) é mesmo uma artesã da música (concepção que também não é mais novidade). Mas toda essa prolixidade é para falar um pouco dos bastidores de produção do DVD que a cantora gravou em 14 de maio, no Teatro Municipal de Nova Lima, Minas Gerais.

Além de esbanjar talento e criatividade, Takai também tem uma relação epidérmica com o seu público. Umas das provas disso são os textos e fotos do backstage do seu trabalho, postados com muita dedicação e prazerosamente em seu blog.

De acordo com Fernanda, teremos que esperar até o final de julho, quando será lançado o DVD, para conferirmos o resultado do luminoso trabalho made in Takai.

E para os que estão sem programa para esta semana, vale conferir a agenda de Takai, que fará alguns shows em Sampa ainda neste mês.

Foto: Fabiana Figueiredo e Pierre Devin

Domingo, 24 de Maio de 2009

Zé Rodrix: o inoxidável roqueiro rural

Para não iniciar este post com frases clássicas e maçantes como: "a música popular brasileira perdeu um dos seus maiores intérpretes" ou "a MPB não será mais a mesma, ficou orfã", utilizarei a inteligente concepção do jornalista Alberto Chammas, que, ao Portal Imprensa, escreveu: “Se um dia ele quis a esperança de óculos, para mim, hoje, ela ficou cega”. Porém, o desalento pela perda do inoxidável roqueiro rural pode ser atenuada com o fato de que ele ainda continuará embalando muitos momentos dos amantes da música brasileira de qualidade. Zé Rodrix foi, sem dúvida, um dos mais tarimbados poetas do nosso cancioneiro. E, por falar em poesia, quero deixar a todos os que porventura caírem nesta página um fato interessante e poético sobre Rodrix. Em 2004, trocando e-mail com um amigo, em tom de brincadeira, o multifacetado cantor descreveu como seria o obituário dos seus sonhos. A curiosidade foi publicada pelo portal da Rolling Stone, mas para ler a mensagem na íntegra clique aqui.

No vídeo abaixo, o latino americano mais genial da história da música, ao lado de seus maiores parceiros, Sá e Guarabira, interpreta 'Casa no campo', 'Caçador de mim' e 'Espanhola'.


Sexta-feira, 15 de Maio de 2009

O homem que dominou as massas

Hoje as telonas são todas para Wilson Simonal, que está recebendo uma fantástica homenagem no documentário Ninguem sabe o duro que dei. Um intérprete da espécie de Simonal jamais poderia ficar jogado ao limbo. Já não basta tudo o que este homem passou nos tempos em que a Bárbara dominava o nosso Brasil! Mas o talento e a força que Simonal representa nos densos capítulos da história da música brasileira foram e são maiores que todas as injustiças que fizeram companhia ao homem que dominou as massas.


Três


Adriana Calcanhoto vai inundar o palco do HSBC Brasil neste final de semana. Depois de percorrer o Brasil, Buenos Aires e Portugal, a cantora traz o show Maré - nome do disco que lançou no ano passado - à cidade de São Paulo.

As propagandas do evento me causaram uma saudade de ouvir o álbum - que no lançamento nem foi citado aqui... Falha grave! Enfim, a faixa Três - uma mistura de tango e bolero bem acelerados - é uma das minhas preferidas, e depois de uma pesquisa no nosso YouTube de cada dia, gosto ainda mais da canção - tudo porque Adriana dividiu a música com duas instigantes intérpretes: Ana Carolina e Marina Lima (autora da obra musical).

Calcanhoto, Ana e Marina: sem adjetivos para o trio! Enquanto a primeira dá toda a sua leveza em uma grande interpretação, Ana derrama seu estilo gardeliano na composição, e Marina Lima - pausa para respirar - com esse timbre orgásmico que deixa meninos e meninas de pernas bambas, engrandece ainda mais a canção. Melhor não escrever mais nada! Que versão você quer conferir primeiro? Adriana, Ana ou Marina? Sugestão: aprecie as três!


Segunda-feira, 11 de Maio de 2009

Para ouvir chorando


Eu sei que o título dest post tem todos os requisitos para receber da blogosfera o prêmio de "mais piegas da semana", como tantos que batizaram outros textos deste blog. No entanto, para o assunto que vou abordar, não caberia outro. Aonde quero chegar? Sábado desses me dei uma trégua. Depois do almoço, cai confortavelmente no sofá e, da mesma forma, fiquei zapeando a TV - até ser atraído por um famoso programa de calouros. O que me prendeu no tal canal foi a resposta da jovem cantora ao apresentador, que lhe perguntou qual seria a música daquela apresentação. Atrás da porta, de Chico Buarque (parceria com Francis Hime), respondeu. Não resisti. Assisto a apresentação (dízima periódica de fantástica). Ao final, pensei: esta música é para ouvir chorando. Na alegria ou enfartando de tristeza, na voz de Chico ou na de Elis, a composição, sem querer exagerar, deve ser acompanhada de muitas lágrimas. Eu poderia adjetivar a canção de 'singulartidade musical', mas lembrei de outras que também foram feitas para ouvir chorando.

Fiz uma relação que não caberia aqui. É mais que digno, porém, citar pelo menos três (este post está com cara de novela - mexicana, é bom lembrar). Do filtro que fiz, Rosa, do majestoso Pixinguinha, em parceria com Otávio de Souza, não poderia escapar da minha peneira. Primeira curiosidade: Otávio de Souza, para quem não sabe, era mecânico. Na época do lançamento, lançaram também a polêmica de que, por trás do mecãnico poeta, na verdade, escondia-se Cândido Neves, o Índio, especialista em hits rebuscados. Mas Pixinguinha batia o pé e confirmava: a canção era mesmo do jovem mecãnico, que morreu muito cedo. Esta é para quem dúvida do poder poético dos mecãnicos. O post já está enorme. O que devo fazer? Apresento mais uma de arrancar soluços.

Foi um rio que passou em minha vida, de Paulinho da Viola (nem precisava dar o crédito, afinal, a músíca é uma das legendas do sambista), foi um pedido de desculpas do bamba, em 1970, à Portela. Dois anos antes, ele havia composto Sei lá, Mangueira, com Herminio Bello de Carvalho, que inscreveu a composição verde-e-rosa no 4º Fesrival de MPB da Record. Resultado: os portelenses ficaram enfurecidos. Paulinho também não gostou. Do mal-entendido nasceu o hino exaltação à azul-e-branco carioca. O samba não foi para a avenida, mas até hoje faz chorar todos os admiradores da poesia do melhor Paulo César Faria que o Brasil já teve, e emociona também os amantes da música verde-e-amarelo.

Acho que já chorei demais. A blogosfera não permite que eu continuue com minhas lamúrias musicais. Afinal, este post está a poucas letras de se tornar um dramalhão. Alguém tem um lenço aí?