sábado, 28 de agosto de 2010

Adoniran Barbosa vai à Bienal do Livro de SP

E foi acompanhado de um furação: Elis Regina, a Pimentinha. O passeio dos eternos intérpretes foi promovido pela Revista Offline (guia oficial da Bienal do Livro de São Paulo), que encartou foto inédita do sambista paulista ao lado de Eliscóptero, como a cantora era chamada pela amiga Rita Lee.

O clique é da fotógrafa cearense Marjorie Sonnenschein, e foi feito em 1978, durante um encontro na Padaria Real em São Paulo. Na ocasião, Adoniran
deu carta branca para a amiga apresentar Saudosa Maloca no show e disco Transversal do Tempo. O registro eternizou a alegria, amizade, o sorriso fascinante de Elis e o olhar maroto do poeta do povo.


sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Iracema (um conto adonirano)

Escrevi este conto especialmente à amiga Giselle Zamboni, editora do Seres Coletivos. Em seguida publiquei no Opiofagia, e hoje, mais uma vez, dedico ao velho Adoniran

Como bom sambista, ele carrega no peito o brasão da consternação. E alguns pontos da urbe dissonante tornam este emblema ainda mais luzidio. Assim como acontece com o poeta baiano, sempre que ele cruza a Ipiranga com a Avenida São João, seu coração tem reações jamais decifráveis por ecocardiogramas. Momentaneamente desnorteado, nunca se dá conta de que está parado, hirto como uma velha estátua no cruzamento de duas das artérias mais pulsantes da Pauliceia desvairada que tanto ama. Impraticável não procurar qualquer resquício ou vulto que seja de sua amada. Quem sabe a brisa profana não lhe traga algumas notas do inolvidável perfume daquela mulher? Porém, todas as vezes seu anseio é abraçado pela tristeza incandescente. E esse aperto faz sua alma, sem muito esforço, comprimir outro desejo, bobo: é preciso interditar a nefasta dupla de avenidas e assim condená-las à solidão, como fizeram com ele.

Iracema era o nome de sua amada. Uma bodega no Morro do Piolho promovera aquele encontro. Ele, fazendo gemer o cavaquinho, quando avistou a mulata de arrasar qualquer maloca, perdeu-se na sequência de acordes de um velho samba. Ela, que se requebrava como uma linda cabrocha que era, quando foi frechada pelo seu olhar, também se descompassou. Até o candieiro alumiou mais forte. O terreiro abençoou o grande amor. Desde aquele momento, formaram o quinteto: ele, ela, o cavaquinho, uma canção e uma dose de cachaça, sempre.

Mesmo conhecendo a efusiva mulher, para ele, Iracema era como um frágil cristal. Encantava-se com cada gesto da namorada. Até com os mais estabanados. Tinha a impressão de que ela estava sempre na avenida, defendendo a escola do coração. Era de uma felicidade quase pueril. Um belo sorriso adornava-lhe o rosto, e o gingado do seu andar trazia um meneio musical, dançante. Às vezes, de tão absorta, ele pensava que Iracema era conduzida por alguma entidade. E essa sensação também lhe causava medo. Principalmente quando ela saia sem a sua companhia. Nessas situações, ele, com seu português peculiar, alertava: “Iracema, cuidado ao travessá essas rua”. Falava, falava, mas, hoje, ele pensa e quase tem certeza de que ela não o escuitava...

Era um dia muito especial. Principalmente para Iracema, que provaria o vestido de noiva – a última prova. Dali mais alguns dias adentrariam pelas portas de um terreiro de umbanda na Mooca. Iracema, como assim devia ser, estava radiante. Não conseguia pensar e respirar outro assunto que não fosse o tão esperado enlace. Em seus devaneios, a sua frente, assistia à cena: ela, formosa e brilhante feita uma porta-bandeira, indo ao encontro do seu amado, que a esperava – sorrindo, buliçoso, trajando um terno de brim, chapéu coco e gravatinha borboleta – ao pé do altar. Abstraída, sentia-se flutuando em direção do seu mestre-sala. Num desses momentos, a caminho da loja de vestidos, sua fantasia lhe traiu. Ela nem percebeu, mas um susto roubou-lhe a alucinação, quando ela, distraída, atravessou a Avenida São João. Foi tudo muito rápido: um carro jogou Iracema de uma calçada a outra. A noiva flutuante foi atropelada. Morreu Iracema.

A notícia soou como um samba harmonizado por expiação. Ele chorou de dor. Das certezas que restaram, uma proferia que Iracema tinha sido o seu grande amor.

Debruçado sobre o caixão, quase inundado por suas lágrimas, talvez no afã de curar sua agonia, ele narrava à querida – que agora dormia o sono de um anjo negro – o seu triste fim.

__ Iracema, fartavum vinte dias prao nosso casamento, que nóis ia se casá’ Você atravessô’ a São João, veio um carro e te pega e te pincha no chão! Você foi pra 'sistênça', Iracema. O chofer não teve curpa, Iracema... Paciência, Iracema, paciência... – balbuciou as últimas palavras encharcando-as de resignação.

Mais uma vez, estatizado na infausta avenida, ele tenta asilar a realidade: “Iracema você travessô contramão...”. Sua Iracema foi embora. Ainda esperançoso em revê-la, com a voz baixa, diz em tom de súplica: “Iracema, eu nunca mais eu te vi...” Tudo é vão. Olha para o céu e imagina sua mulata conduzindo os anjos numa grande festa de carnaval. Então lembra de tudo outra vez. As recordações são arrebatadoras. e lancinantes. E não importa que da venerada mulher só tenham restado as meias e os sapatos. Ou que ele tenha perdido o retrato da adorada. Bobagem. No olhar, sempre levará o brilho dos olhos e o fulgor do sorriso de sua amada.



segunda-feira, 26 de julho de 2010

A voz de Rita

Há quase três meses os telespectadores de Passione, novela da Rede Globo, estão intrigados - pelo menos aqueles que gostam de boa música - com uma bela voz que embala, ainda que por alguns segundos, três dos personagens centrais da trama: Mauro (Rodrigo Lombardi), Diana (Carolina Dieckmann) e Gerson (Marcelo Antony). Rita de Cássia é a dona do delicioso e harmônico timbre que entoa os versos de Cama Vazia (de Celso Fonseca) ["(...") tá tudo deserto, na cama vazia, eu sinto seu cheiro / Deixou seu perfume do lado direito do meu travesseiro..."]. Por enquanto, a canção só faz parte da trilha da história escrita por Silvio de Abreu.

Quando a ouvi pela primeira vez, muito rapidamente, pensei que fosse você Gal Costa. Bateu aquela alegria de "Gal voltou!". Evidente que Rita tem personalidade vocal muito própria, mas também destila os nuances jazzísticos que moldam a voz da eterna tropicalista.

Comparações a parte, a trajetória da cantora de Itapira (interior de São Paulo) vem marcada por sua ligação com outras divas da música brasileira. Antes da boa "febre Maysa", provocada pela minissérie exibida em 2009 (Maysa - Quando fala o coração / Rede Globo ), Rita já prestava tributo à deusa que ainda hoje "comove, sacode, bouleversa e hipnotiza", como diz os versos que Manuel Bandeira dedicou à cantora paulista. Em 93, pela Polygram, a itapirense gravou o disco "Ouça", que trazia os maiores sucessos da intérprete de "Meu mundo caiu". Recentemente, Rita deu vida vocal à outra divindade da música brasileira: Dalva de Oliveira. Engana-se quem pensa que a atriz Adriana Esteves soltava a garganta para interpretar a estrela da Rádio Nacional na microssérie global Dalva e Herivelto - Uma história de Amor (2010). Depois de concluir que seria impossível utilizar as gravações de Dalva (devido a "péssima" qualidade sonora), a emissora carioca convidou Rita de Cássia para reproduzir a excepcional voz da “menina prodígio da voz de ouro”.

E o flerte de Rita com trilhas sonoras de novelas teve inicio também no início dos anos 90 - em Sonho Meu (Melhores dias), O Mapa da mina (Dom de iludir, de Caetano Veloso) e em A Viagem (Seja lá como for) - exibidas entre 93 e 94. No entanto, Rita canta desde os 4 anos, quando apresentava-se no coral da igreja de Itapira. Em meados dos anos 80, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde passou a cantar em casas como Chiko’s Bar, Le Streghe, Maxim’s, Teatro Piano Bar e Cálice Bar, além de participar de festivais e ser elogiada por Nana Caymmi, Ivan Lins, Cauby Peixoto e Gal Costa.


OUÇA Cama Vazia






Rita de Cássia canta Maysa

Meu mundo caiu

Ouça


ACESSE o MySpace de Rita de Cássia e ouça Por causa de você e Manhã de carnaval

LEIA o poema que Manuel Bandeira dedicou à Maysa



Imagem: Divulgação



sexta-feira, 16 de julho de 2010

Paulo Moura e Yamandú Costa: el negro del blanco

Se é pra falar de disco, que tal lembrar de uma parte da rica discografia do clarinetista Paulo Moura, que nos deixou na última segunda-feira (12)? A partida de Moura levou-me a escutar, ensandecidamente, El Negro del Blanco, feito em parceria com o violonista Yamandú Costa. A ideia do álbum, que foi lançado em 2004 pela Biscoito Fino, na verdade, foi concebida em 2001, quando Moura e Costa se conheceram. Na época, os músicos estavam em cartaz com o show Eternamente Baden, homenagem ao também violonista Baden Powell. Num dos ensaios, Costa dedilhou pérolas da música latino-americana. Então Moura decidiu por em pratica o velho sonho de entrelaçar os acordes da música verde-amarela às notas de inesquecíveis canções chilenas, cubanas, venezuelanas e argentinas.

Na ocasião do lançamento, Paulo Moura declarou ao jornal Folha de S. Paulo: "Sempre tive vontade de dedicar um disco à música latina, inserindo elementos da música brasileira. Conhecer Yamandú foi fundamental, pois ele conhece muitos temas, além de ser um desafio dialogar com seu virtuosismo. Fizemos tudo só com violão e clarineta. O som adquiriu uma potência incrível". Já Yamandú foi mais crítico: "O disco é até uma crítica ao desinteresse do Brasil pela América Latina. Ficamos sempre olhando para coisas norte-americanas, europeias, e esquecemos como somos parecidos com as pessoas do nosso continente. Eu, quando viajo, procuro logo um latino para tomar um trago e falar de igual para igual".

O disco também seria um divisor de águas na carreira do violonista, que já não sofria mais com as comparações a Raphael Rabello (1962 - 1995), outro virtuose dos violões. Enquanto Costa selecionou repertórios clássicos do tango, da milonga e da habanera, além de compor a faixa que dá nome ao projeto, Moura acrescentava o tempero musical de Sebastião Araújo (Chorinho da Aldeia), Jacob do Bandolim (Simplicidade) e de outros nomes do cancioneiro brasileiro. O resultado, para usar a avaliação do clarinestista ,"adquiriu uma potência incrível" - que você, querido leitor, pode conferir clicando aqui.


BREVE BIOGRAFIA DE PAULO MOURA

Nascido em 17 de fevereiro de 1933, em São José do Rio Preto, interior de São Paulo, ainda muito jovem, Moura mudou-se para o Rio de Janeiro, onde estudou música na Escola Nacional de Música. Além da admiração da crítica e da classe musical, o clarinetista, saxofonista, arranjador e compositor tinha a benção do eterno Pixinguinha.

Na página dedicada ao músico no Dicionário MPB, o pesquisador Ricardo Cravo Albin diz: "Lembro-me de que em 1988 assisti a uma récita da Orquestra Sinfônica de Brasília executando um dos seus trabalhos (nos 100 anos da libertação dos escravos), que ele próprio regeu. Ao meu lado, ouvi algumas embaixatrizes européias comentarem, desmanchando-se em elogios, sobre o porte do maestro, aquele homenzarrão de fraque e cabelos esvoaçantes, de cuja batuta fluía a alegria da música: “Mas até que parece o Von Karajan do Brasil”. Acertaram na mosca. Ali estava um grande maestro, sim, na raça, na veemência e, mais que tudo, na alegria que brota do fundo d`alma quando as percussões tocam o rito endiabrado e as cordas tangem a essência do choro mulato do Rio de Janeiro".


Com informações de: Biscoito Fino, Folha de S. Paulo, Site oficial de Paulo Moura e Dicionário Cravo Albin de Música Popular Brasileira.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Rock Made in Brazil

Os capítulos mais desvairados da história do rock paulista foram escritos no incendiário bairro da Pompéia, tido como a "Meca do rock" e também como a "Liverpool brasileira". De suas garagens saíram bandas como Os Mutantes, Tutti-Frutti e Made in Brazil - que evoca com mais força a aura dos roqueiros clássicos, como os Rolling Stones, por exemplo.

Muito além da rebeldia, ingrediente básico do gênero que surgiu há mais de 50 anos nos EUA, os irmãos Vecchione (Oswaldo e Celso), capitães do Made, enxergavam o rock como "ato político", como disseram, recentemente, a Charles Gavin, em O Som do Vinil (Canal Brasil). Assim, em 1968, o ano mais negro da história política mundial, surgia mais um grupo de cabeludos apocalípticos que cantaria outros versos da loucura jovem.

Nota do lançamento de Jack O Estripador, Revista Hit Pop, Ed. Abril, janeiro de 76

De lá pra cá, acreditem, Made já teve mais de 140 formações, o que lhe rendeu espaço nas páginas do Guinness, o livro dos recordes. É da banda o lendário LP da cena roqueira verde-amarela, Jack O Estripador, de 1976, o 2º da discografia. Produzido por Ezequiel Neves, a faixa-título do bolachão usava o famoso personagem londrino para protestar contra o sistema ditatorial, que tinha acordes mais distorcidos que o próprio rock ("Ninguém saía a noite de seu lar / Com uma crueldade irracional / Jack massacrou e retalhou / O que julgou imoral...").

No ano seguinte, Made veria uma de suas produções, o disco Massacre, ser "retalhada". O álbum só chegaria às lojas 28 anos depois, em 2005. E é, também, com os hits desse disco que Made até hoje percorre Brasil afora "massacrando" roqueiros de muitas gerações - que gostem, dentre outras coisas, de "sexo, rock e Coringão".

Made: formação atual (Divulgação)

Assista ao vídeo em que os precursores da "gang selvagem" aparecem contando histórias da banda ao programa O Som do Vinil.





MAIS "GANG SELVAGEM"

Agenda de shows

Site Oficial

Made in Brazil (vídeo anos 90, TV Gazeta)





sábado, 10 de julho de 2010

O exagerado Ezequiel Neves

A música pop brasileira perdeu nesta semana um dos seus maiores gurus, o jornalista e produtor Ezequiel Neves - famoso 'pai musical' de Cazuza e da banda Barão Vermelho. Por gostar de rock clássico (principalmente de Rolling Stones), era conhecido por Zeca Jagger. Foi ele quem trouxe Ângela Ro Ro, em 93, de volta à cena musical, e Cássia Eller dizia que o crítico era o seu "marido predileto". Abaixo, outras expressões em homenagem à exagerada e multifacetada figura, que, ironia ou não, morreu no mesmo dia em que o Brasil lembrava os 20 anos da morte de sua criatura, o poeta Cazuza (morto em 7 de julho de 1990). Talvez, se pudessem responder ao acontecimento, para muitos intrigante, ambos usariam frases de Exagerado: "nossos destinos foram traçados na maternidade".


"Veja você o que é o destino, acho que isso foi combinação desses dois, um morrer exatamente 20 anos depois do outro. (...) Ezequiel era um exagerado
, e falava muita besteira de pornografia na frente das pessoas. Eu combinei com ele. Quando eu não gostava de algo que ele dizia, eu fazia um sinal com a mão. Quando não gostava de novo, fazia um segundo sinal. No terceiro, ele tinha que sair" - JOÃO ARAÚJO, pai de Cazuza (O Estado de S. Paulo, sábado, 10 jul. 2010)

"Morreu uma das pessoas mais adoráveis que já conheci.
Ezequiel Neves, o Bootleg (como o chamávamos em Londres, pois sempre aparecia com um disco pirata do Velvet Underground ou do Dylan), Zeca Jagger, o inventor do Barão Vermelho, o pai espiritual de Cazuza. Feito jornalista, já no meio dos anos 70, ele escreveu uma vez que eu era 'muito devagar' (os jornalistas precisavam dizer alguma coisa contra mim para fazerem carreira: era um pré-requisito natural). Convidado a uma festa, cheguei e toquei a campanhia do apartamento. Abriu-me a porta Ezequiel (que era também um convidado). Lancei à queima-roupa: 'Devagar e sempre!' Ele me cobriu de beijos" - CAETANO VELOSO, músico (O Globo, 9 jul. 2010)

"Muita gente que teve o primeiro bê-a-bá de música pop – principalmente estrangeira - através de Ezequiel Neves hoje cospe no prato que comeu. Durante muitos anos, Zeca Jagger – um de seus vários codinomes – informou gerações de jovens famintos de música através de seus textos nas mais diversas publicações" - EDMUNDO LEITE, jornalista (O Estado de S. Paulo, Blog "Memória, gente, e lugares", 8 jul. 2010)

"Em 1993 saiu pela Som Livre "Nosso amor ao armagedon". Eu tinha como co-produtor o Sr Ezequiel Neves, de um profissionalismo e bom gosto incomparáveis, dentro de uma loucura e ousadia que só os gênios têm. Ezequiel vai fazer muita falta não só ao rock, não so as farras, mas a toda arte mundial. Até mais, meu Zeca" - ÂNGELA RO RO, cantora e compositora (Twitter, 9 jul.)


MAIS:

Edmundo Leite publicou
em seu blog verdadeiros achados da trajetória de Ezequiel Neves como crítico musical. Recortes de matérias escritas para o Jornal de Música, revitas Rolling Stone Brasil, Hit Pop e Jornal da Tarde. Leia o artigo (Somtrês) em que Zeca Jagger apresentava os "maiores abandonados" ao Brasil.



segunda-feira, 5 de julho de 2010

Chanchada - A Festa

Por Nathália Moraes


Chanchada - A Festa chega ao Glória com muito ''Ziriguidum'' e novos video-artistas



As cantoras Tetê Espíndola, musa de outras épocas, e Cláudia Dorei, espoente da nova geração paulista de música, atacam como DJs na primeira edição da Chanchada - A Festa, que vai rolar dia 11 de julho no Clube Glória. Em todas as edições a festa reunirá discotecagens de diferentes cenas musicais. O multiartista Ad Ferrera, o estilista Caio Gobbi, o produtor multimídia Uala Vandeik e o jornalista Jorge Wakabara também passam pelas pick-ups para fazer o público dançar muito na pista.

Leandro Pardí, produtor cultural e difusor do cinema nacional, é residente e promoter da festa cujo nome é inspirado nas Chanchadas, movimento cinematógrafico que enchia as salas de cinemas brasileiros entre as décadas de 40 e 60.

A Chanchada - A Festa promete a mistura de sonoridades brasileiras e latinas com muito pop internacional. Tudo isso para não deixar nenhum quadril parado! Com a preocupação de unir entretenimento e cultura a festa ainda contará com a performace de um batuque tropical, além de exibições de obras de novos vídeo-artistas ao longo da noite.



Djs:
Leandro Pardí
Ad Ferreira
Caio Gobbi
Jorge Wakabara
Uala

Discotecagem convidada:
Cláudia Dorei e Tete Espindola


Atrações:
Batucada Tropical e Videoartes

As fotos de divulgação da festa estão no endereço www.flickr.com/photos/chanchadafesta

SERVIÇO
Chanchada - A Festa
Clube Glória
Rua 13 de maio, 830, Bela Vista
Tel: (11) 3287-3700
A partir das 22h30
Preços: R$25,00 (porta)
R$20,00 (lista do site)
Serviço de Vallet: R$ 15,00
Censura: 18 anos
www.clubegloria.com.br

Se tiver qualquer dúvida entre em contato com Nath Moraes (9977-8402) ou Leandro Pardí (8354-4286)


Imagens: Divulgação